Vinho seco e vinho suave, qual a diferença?

Vinho seco e vinho suave? Vinho tinto e vinho branco? Malbec e Merlot? Ao escolher alguma opção de vinho para qualquer ocasião, é necessário que algumas características sejam levadas em conta antes de pensar em outras questões como o preço, a marca ou o país de origem, por exemplo.

Elas são muito importantes para que o sabor entre em harmonia com o seu paladar, atendendo suas expectativas pessoais e proporcionando uma ótima experiência gastronômica!

No texto de hoje vamos abordar aquelas que, talvez, sejam algumas das maiores dúvidas que passam pela cabeça de uma pessoa ao escolher o melhor tipo de vinho seco ou suave. Eles são muito diferentes? Em que, exatamente? Existe um melhor do que o outro? Confira!

 

Vinho seco

A quantidade de açúcar é favor decisivo para um vinho seco

A principal característica do vinho seco se encontra na quantidade de açúcar presente na bebida. Para um vinho ser categorizado como seco, ele deve conter, no máximo, quatro gramas de glicose por litro.

O açúcar residual é aquele que, após todo o processo de fermentação, permaneceu no vinho. Ele é chamado assim, pois, durante o processo, uma quantidade da substância é transformada em álcool.

A produção do vinho seco se dá da seguinte forma: após esmagar as uvas, o vinho tem seu processo de fermentação iniciado, o que acontece até a hora em que as leveduras transformam em álcool boa parte do açúcar presente nas uvas. Se no final do processo, a quantidade de açúcar for inferior a quatro gramas por litro, estamos diante de um vinho seco.

Vale lembrar que vinhos secos não têm nenhuma adição de açúcar extra e que as uvas usadas na produção são exclusivamente viníferas, ou seja, de família nobre, como a vitis vinífera.

 

Vinho suave

O vinho suave tem maior quantidade de glicose

O vinho suave não tem esse nome por acaso. Seu sabor realmente é mais suavizado em comparação com os outros vinhos, e isso ocorre principalmente devido à quantidade de açúcar utilizado.

Diferentemente do vinho seco, o suave contém uma quantidade muito maior de açúcar em sua composição. No Brasil, um vinho suave é caracterizado assim quando seus níveis de glicose superam o marco de 25 gramas por litro.

Por mais que o vinho seco seja produzido em sua maioria, apenas a partir da colheita de uvas finas, o vinho suave não necessariamente exclui essa categoria de sua composição. É possível sim encontrar vinhos suaves elaborados com uvas viníferas, porém, a maior parte desse tipo de vinho costuma ser produzido com uvas não viníferas, ou seja, uvas parecidas com aquelas que são consumidas em casa. A utilização de uvas não viníferas na elaboração do vinho oferecem a este um baixo padrão de qualidade.

 

Não confunda: vinho suave não é vinho de sobremesa!

Embora tenha maior quantidade de açúcar, o vinho suave não é um vinho de sobremesa

É muito importante saber que por mais que o vinho suave realmente tenha um sabor mais adocicado, ele não entra na categoria de vinhos de sobremesa. A confusão entre os dois é muito comum, porém bem simples de ser esclarecida.

Os vinhos de sobremesas são utilizados depois de refeições, sozinhos, ou em combinação com sobremesas.

 

Principais diferenças entre vinhos secos e suaves

É possível afirmar que as principais diferenças se encontram no processo de elaboração dos vinhos. Por mais que as uvas usadas na produção de vinhos secos sejam mais nobres, é importante ressaltar que elas não são o principal fator que separa o vinho seco do vinho suave.

O nível de açúcar resultante da elaboração de cada tipo, no entanto, pode ser considerado o maior responsável pelas diferenças entre essas duas opções. Lembre-se: vinhos secos têm menos de quatro gramas de glicose por litro, já os suaves têm mais de 25g/L.

A glicose também afeta diretamente o sabor dos vinhos secos e dos suaves. A primeira categoria tem um gosto fresco e vai muito bem quando harmonizada com comidas.

Já os vinhos suaves, são bem mais difíceis de combinar com pratos da gastronomia.

 

O perfil de quem bebe cada tipo de vinho

Geralmente, afirma-se que o vinho suave é mais utilizado por aqueles que ainda não têm muita familiaridade com a bebida. Eles são mais doces e são considerados como uma espécie de porta de entrada para a apreciação de outros tipos de vinho, mais intensos e diferenciados.

Os vinhos secos, no entanto, são considerados por especialistas como sendo de melhor qualidade, e é simples explicar o motivo. O excesso de açúcar no vinho, por mais que tenha o poder de deixá-lo mais “confortável” para o nosso paladar — que, por natureza, está acostumado a sabores mais suaves —, acaba ofuscando o gosto real da bebida.

O vinho seco, então, permite que os aromas e sabores possam ser mais bem percebidos e apreciados, pois o açúcar interfere na identificação dessas características pela boca e pelo nariz.

Se você ainda não está muito familiarizado com vinhos e não tem costume de bebê-los ocasionalmente, é aconselhável que inicie a sua jornada com vinhos secos dos estilos Tintos Leves, Branco Frutado, Rosés Lights e Espumantes Frutados. Esses estilos exibem vinhos mais delicados e fáceis de beber, sem serem monótonos, nem tampouco enjoativos. São ótimas escolhas pelo fato de serem mais leves e fáceis de beber, mas não menos sofisticados ou de menor qualidade.

Vinhos secos podem aparentar serem mais amargos e de difícil degustação para quem não é acostumado a saboreá-los, porém tudo vai depender principalmente do seu próprio paladar.

 

Qual vinho mais combina com você?

Todas as nossas dicas e direcionamentos servem para dar uma luz e auxiliá-lo no processo de apreciação dos vinhos, mas é claro que existem exceções. É possível que alguém experimente um vinho seco pela primeira vez e ache o sabor maravilhoso, ao mesmo tempo em que é bem comum que pessoas provem essas opções e demorem um pouco para se acostumar com o paladar. Porém, trata-se de uma questão de tempo.

Fonte: http://blog.vinhosite.com.br/vinho-seco-e-vinho-suave-qual-diferenca/

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